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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus?

Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1)

um fiel pergunta: Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus? Resposta: Se o homem inclina seu coração para o bem e pede ajuda a Deus, recebe a força necessária para cumprir a própria obra. 
Por isso, a liberdade do homem e a potência de Deus caminham juntas. 
Isso é possível porque o bem vem do Senhor, mas ele é cumprido graças aos seus fiéis 
(cfr Ep. 763, SC 468, Paris 2002, 206). 

 'Não tenhais medo! Abri as portas, melhor, escancarai as portas a Cristo! 
Assim Deus vos abençoe!"
Papa João Paulo II 
in mensagem do Papa Bento XVI ao POVO BRASILEIRO 

“O ramo, unido e em conjunto com o tronco,  porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: 
agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; 
eis porque... boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna”
 (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, 
Roma 2011, 601). 
São Francisco de Sales 

Papa convida fiéis brasileiros a "escancarar as portas a Cristo"

fonte : CANÇÃO NOVA 

Kelen Galvan
Da Redação, com informações do Boletim da Santa Sé


Reuters
Papa saúda fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano
Ao final da Missa de Beatificação de João Paulo II, no domingo, 1º de maio de 2011, o Papa Bento XVI o recitou a oração do Regina Coeli, que tradicionalmente substitui o Angelus durante do Tempo Pascal. 

Acesse
Oração do Regina Coeli na voz do Papa

.: Fotos no Flickr

Veja também
.: Todos os vídeos da cobertura 
da beatificação de JPII.: Página especial da beatificação de JPII
Antes da oração, o Santo Padre saudou os peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, em vários idiomas.  Em língua portuguesa, Bento XVI cumprimentou as autoridades religiosas e os numerosos fiéis que foram a Roma para a beatificação de João Paulo II. 

E a todos, o Papa desejou "a abundância dos dons do Céu por intercessão do novo Beato". 

Leia a saudação do PAPA na íntegra

"Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, de modo especial aos Cardeais, Bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, e numerosos fiéis, bem como às Delegações oficiais dos países lusófonos vindos para a beatificação do Papa João Paulo II.
A todos desejo a abundância dos dons do Céu por intercessão do novo Beato, cujo testemunho deve continuar a ressoar nos vossos corações e nos vossos lábios, repetindo como ele no início do seu pontificado: 'Não tenhais medo! Abri as portas, melhor, escancarai as portas a Cristo!' Assim Deus vos abençoe!"


Domingo, 06 de maio de 2012, 10h19

Regina Coeli de Bento XVI – 06/05/2012


Boletim da Santa Sé
(Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)



Praça de São Pedro

Domingo, 06 de maio de 2012


Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho de hoje, 5º domingo do Tempo Pascal, se abre com a imagem da vinha. Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1). Muitas vezes, na Bíblia, Israel é comparada com a fecunda vinha quando é fiel a Deus; mas, se afasta-se Dele, torna-se estéril, incapaz de produzir aquele “vinho que alegra o coração do homem”, como canta o Salmo 104 (v.15).
A verdadeira vinha de Deus, a videira verdadeira, é Jesus, que com Seu sacrifício de amor nos doa a salvação, nos abre o caminho para ser parte desta vinha. E como Cristo permanece no amor de Deus Pai, assim, os discípulos, cuidadosamente podados pela palavra do Mestre (cfr Jo 15,2-4), são unidos de modo profundo a Ele, tornando-se ramos fecundos, que produzem abundante colheita.

São Francisco de Sales escreve: “O ramo unido e em conjunto com o tronco porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; eis porque... boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna” (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, Roma 2011, 601).


No dia de nosso Batismo, a Igreja nos envolve como ramos no mistério pascal de Jesus, em sua própria pessoa. Desta raiz recebemos a seiva preciosa para participar na vida divina. Como discípulos, também nós, com a ajuda dos Pastores da Igreja, crescemos na vinha do Senhor ligado pelo Seu amor.

“Se o fruto que devemos produzir é amor, uma condição prévia é precisamente este 'permanecer', que tem que ver profundamente com a fé que não se afasta do Senhor” (Jesus de Nazaré, Milão 2007, 305). É indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, depender Dele, porque sem Ele não podemos fazer nada (cfr Jo 15,5).

Numa carta escrita a João, o Profeta, que viveu no deserto de Gaza no século V, um fiel faz a seguinte pergunta: Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus? E o monaco respondeu: Se o homem inclina seu coração para o bem e pede ajuda a Deus, recebe a força necessária para cumprir a própria obra. Por isso, a liberdade do homem e a potência de Deus caminham juntas. Isso é possível porque o bem vem do Senhor, mas ele é cumprido graças aos seus fiéis (cfr Ep. 763, SC 468, Paris 2002, 206). 

O verdadeiro “permanecer” em Cristo garante a eficácia da oração, como diz o beato cisterciense Guerric d'Igny: “Oh Senhor Jesus... sem Ti não podemos fazer nada. Tu, de fato, és o verdadeiro jardineiro, criador, cultivador e guardião de seu jardim, que planta com Tua palavra, irriga com Teu espírito, faz crescer com Tua potência” (Sermo ad excitandam devotionem in psalmodia, SC 202, 1973, 522).

Queridos amigos, cada um de nós é como um ramo, que vive somente se cresce cada dia, na oração, na participação aos Sacramentos, na caridade, a sua união com o Senhor. E quem ama Jesus, videira verdadeira, produz frutos de fé para uma colheita espiritual abundante. Suplicamos a Mãe de Deus para que permaneçamos firmemente implantados em Jesus e cada ação nossa tenha Nele o seu início e Nele o seu cumprimento.


     



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