sexta-feira, 18 de abril de 2014

A SOCIEDADE JUSTA : LIBERDADE , IGUALDADE E FRATERNIDADE

É PARA A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU - JESUS LIBERTADOR 

"É preciso propagar a Moral e a Verdade"
 MUMS

Liberdade, Igualdade, Fraternidade



Liberdade, igualdade, fraternidade, estas três palavras são, por si sós, o programa de toda uma ordem social que realizaria o progresso mais absoluto da humanidade, se os princípios que elas representam pudessem receber inteira aplicação. 

Vejamos os obstáculos que, no estado atual da sociedade, podem se lhes oporem, ao lado do mal, procuremos o remédio. 

A fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens, uns para com os outros; ela significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: 

“Agir para com os outros como quereríamos que os outros agissem para conosco.”

 O oposto é o egoísmo.

 fraternidade diz: “Cada um por todos e todos por um.”  

O egoísmo diz: “Cada um por si.”  

Estas duas qualidades, sendo a negação uma da outra, é tão impossível para um egoísta agir fraternalmente para com seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso, para um homem de pequena estatura atingir a altura de um homem alto. 


Ora, o egoísmo sendo a chaga dominante da sociedade, enquanto ele reinar soberano, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um a quererá em seu proveito, mas não a quererá em proveito dos outros; ou, se o fizer será após estar seguro de que nada perderá.  

Considerada do ponto de vista de sua importância para a realização da felicidade social, a fraternidade está na primeira linha: é a base; sem ela não poderiam existir nem a igualdade nem a liberdade séria; a igualdade decorre da fraternidade, e a
liberdade é a consequência das duas outras.

Com efeito, suponhamos uma sociedade de homens bastante desinteressados, bons e benevolentes para viverem fraternalmente entre si, sem haver entre eles nem privilégios nem direitos excepcionais, sem o que não haveria fraternidade. Tratar
qualquer um como irmão, é tratá-lo de igual para igual; é querer para ele o que quereria para si próprio; num povo de irmãos, a igualdade será a consequência de seus sentimentos, de sua maneira de agir e se estabelecerá pela força das coisas. 

Qual, porém, inimigo da igualdade? É o orgulho; o orgulho que quer primar
dominar em toda parte, que vive de privilégios e exceções, pode suportar a igualdade social, mas não a apoiará nunca e a desmantelará na primeira ocasião. 

Ora, sendo o orgulho também uma das chagas da sociedade, enquanto não for destruído, oporá uma barreira à verdadeira igualdade.

A liberdade, dissemos, é filha da fraternidade e da igualdade; falamos da liberdade legal e não da liberdade natural, que é, de direito, imprescritível para toda criatura humana, desde o selvagem até o homem civilizado. 

Os homens que vivem como irmãos, com direitos iguais, animados de um sentimento de benevolência recíproca, praticarão entre si a justiça, não procurarão enganarem-se uns aos outros, e não terão, por conseguinte, nada temer uns dos outros. 

liberdade não oferecerá nenhum perigo, porque ninguém pensará em abusar dela com prejuízo de seus semelhantes.

Mas como o egoísmo que quer tudo para si, o orgulho que quer incessantemente dominar, dariam a mão à liberdade que os destronaria? 

Os inimigos da liberdade são, pois, ao mesmo tempo, o egoísmo e o orgulho, como o são da igualdade e da fraternidade. ( ALAN KARDEC - Obras Póstumas - pag. 238 ) 

SE OS ADEPTOS DOS FALSOS CONDOMÍNIOS SE LEMBRASSEM QUE, UM DIA, SERÃO IDOSOS, APOSENTADOS, DOENTES OU PODERÃO FICAR DESEMPREGADOS, E TALVEZ, NÃO TENHAM MAIS CONDIÇÕES DE PAGAR AS TAXAS EXORBITANTES E ILEGAIS IMPOSTAS POR FALSOS CONDOMINIOS, E , POR ISTO PODERÃO PERDER SUAS CASAS E SEREM POSTOS PARA FORA DOS MUROS.... SERÁ QUE ELES CONTINUARIAM A DEFENDER ESTE RETROCESSO POLITICO E SOCIAL ? 


O melhor teste para descobrir se uma sociedade é justa 


FONTE : BLOG DO SARAIVA


O filósofo americano John Rawls (1921-2002) se debruçou sobre esta pergunta. Em 1971, Rawls publicou um livro aclamado: “A Teoria da Justiça”.

A idéia central de Rawls era a seguinte: uma sociedade justa é aquela na qual, por conhecê-la e confiar nela, você aceitaria ser colocado de maneira randômica, aleatória. 

Você estaria coberto pelo que Rawls chamou de “véu de ignorância” em relação à posição que lhe dariam, mas isso não seria um problema, uma vez que a sociedade é justa.

Mais de quarenta anos depois do lançamento da obra-prima de Rawls, dois acadêmicos americanos usaram sua fórmula para fazer um estudo. Um deles é Dan Ariely, da Universidade Duke, especializado em comportamento econômico. O outro é Mike Norton, professor da Harvard Business School.

Eles ouviram pessoas de diferentes classes sociais. Pediram a elas que imaginassem uma sociedade dividida em cinco fatias de 20%. E perguntaram qual a fatia de riqueza que elas supunham que estava concentrada em cada pedaço.

“As pessoas erraram completamente”, escreveu num artigo Ariely. “A realidade é que os 40% de baixo têm 0,3% da riqueza. Quase nada. Os 20% de cima têm 84%.”

Em seguida, eles aplicaram o “véu de ignorância de Rawls”. Como deveria ser a divisão da riqueza para que eles se sentissem seguros caso fossem colocados ao acaso na sociedade?

 Cena comum nos Estados Unidos de hoje: “tent cities”,
 concentração em barracas de gente que perdeu a casa

Veio então a maior surpresa dos dois acadêmicos: 94% dos entrevistados descreveram uma divisão que corresponde à escandinava, tão criticada pelos conservadores dos Estados Unidos por seu elevado nível de bem-estar social, e não à americana. Na Escandinávia, os 20% de cima têm 32% da riqueza. (Disse algumas vezes já e vou repetir: o modelo escandinavo é o mais interessante que existe no mundo, um tipo de capitalismo extremamente avançado do ponto de vista social.)

“Isso me levou a pensar”, escreveu Ariely. “O que fazer quando num estudo você descobre que as pessoas querem um determinado tipo de sociedade, mas ao olhar para a classe política parece que ninguém quer isso?”

Bem, uma das respostas à questão está na eclosão de protestos nos Estados Unidos. Os “99%” do movimento Ocupe Wall Street estão esperneando por uma sociedade mais justa, que se encaixe na tese do “véu de ignorância” de Rawls.

Os 99% não são representados nem pelos democratas e nem, muito menos, pelos republicanos. Barack Obama e Mitt Romney jamais aceitariam ser colocados aleatoriamente na sociedade americana tal como é. As chances de que eles terminassem num lugar bem diferente daquele que ocupam seriam enormes. Talvez eles tivessem que dormir em carros ou em barracas, depois de perder a casa na crise econômica, como acontece hoje com milhões de americanos.

Para usar o método de Rawls, eis aí a demonstração do que é uma sociedade injusta.
Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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