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sábado, 2 de março de 2013

O povo ganhou mais uma batalha contra a privatização de bens públicos , inclusive praias

Em sábia decisão, o Exercito acabou com a "farra" do Aqueloo Beach Club  no Forte de Copacabana  !

Senador Suplicy condena a "privatização" de praias e bairros 
Publicado em 29/06/2012
Este vídeo apresenta o discurso do Senador Eduardo Suplicy que veementemente condena a usurpação do bem público por particulares na cidade de Cotia e em outras regiões do Estado de São Paulo e do Brasil.
Esse foi um duro golpe na máfia dos falsos condomínios que se proliferaram em diferentes cidades brasileiras, destacando-se entre elas Cotia, quase toda loteada pelo crime organizado.
Da tribuna, o Senador dá o recado certo para o Prefeito de Cotia, Carlão Camargo, ao pedir que prestasse mais atenção ao que vem ocorrendo em seu município, chamando-o a responsabilidade sobre o fechamento ilegal de vias públicas e a afronta à Constituição Federal. Outras esferas de poder também são citadas em seu brilhante discurso, entre elas o Ministério Público e o Judiciário.



Fechamento de beach club no Forte de Copacabana é antecipado

  • Previsto para encerrar as atividades no domingo, Aqueloo Beach Club funciona só até sábado

 Para poucos. A praia do Forte de Copacabana que foi privatizada para implantação do empreendimento Aqueloo Beach Club: por um contrato de três meses prorrogáveis por mais três, o Exército vai receber um total de R$ 228 mil


Domingos Peixoto / O Globo

RIO — O pelotão de gaiatos que prometia invadir no domingo, com geladeiras de isopor e farnéis de farofa, galinha e maionese, a praia do Forte de Copacabana — transformada, desde janeiro, num clube privê para banhistas abastados — ganhou a primeira batalha.
O Exército rescindiu nesta sexta-feira o termo de permissão de uso da área com a empresa Aqueloo Beach Club.

Assim, o espaço de lazer na faixa de areia encerra suas atividades no sábado, às 20h, e não mais domingo, como previsto no contrato.
No comunicado enviado à direção do Aqueloo, o comandante do Forte de Copacabana, coronel Jefferson Lages dos Santos, admite que o motivo da rescisão foi mesmo a segurança, diante da ameaça de ocupação da faixa de areia pelo movimento “Nós vamos invadir sua praia”, criado no Facebook: “Informo que este autorizador tomou conhecimento de uma série de informações, que apontam para graves problemas de ordem pública, segurança de pessoas e instalações, no domingo próximo. Diante do exposto, conforme alerta feito anteriormente, comunico que estou rescindindo o termo de permissão de uso um dia antes de seu termo final”.
Mas, ao recuar estrategicamente para evitar cenas de “IPTU baixíssimo” entre povão e VIPs, o comando do forte parece não ter acertado no alvo, pois parte dos manifestantes promete antecipar o protesto para sábado. Já outra metade garante manter a programação inicial e estará, portanto, a postos no domingo, com vuvuzelas e tambores, em frente à área militar, mesmo com o beach club fechado. A ideia é chegar à praia de barco.
O empresário responsável pelo Aqueloo, Daniel Barcinski, disse ter sido surpreendido com a decisão do Exército. Segundo ele, a preocupação imediata foi comunicar o fato aos clientes, que já haviam reservado os 18 camarotes (entre R$ 4 mil e R$ 20 mil, cada). A expectativa era lotação esgotada: 500 ingressos (de R$ 90 e R$ 250) à venda. Diplomático, ele não revelou as cifras do prejuízo. Garantiu que não pretende entrar com qualquer medida judicial contra o Exército pela rescisão. Daniel admite, porém, que sonha em reinstalar o beach club no próximo verão no Forte de Copacabana. ( VAI SONHANDO ...... ) 
— Estamos tranquilos porque cumprimos as exigência para a instalação. Temos toda a documentação, obtida em todas as esferas para o funcionamento. Então, por que não sonharmos em voltar no próximo verão? Vamos nos esforçar para isso — afirma ele, acrescentando que nenhum cliente pagou antecipadamente pelo evento de domingo.
O espaço VIP reúne, de quinta a domingo, desde janeiro, uma turma de banhistas endinheirados, atraída pelos mimos do Aqueloo. Os clientes têm à disposição serviço de bar, restaurante e salão de beleza. O cardápio é assinado pela chef Monique Benoliel. DJs animam, com música eletrônica, a faixa de areia, equipada com pista de dança. Mas os preços são salgados como a água do mar: alugar uma mesa de quatro lugares custa mil reais, uma garrafa de champanhe vale R$ 1,5 mil e um roupão não sai por menos de R$ 300.
Os moradores dos prédios vizinhos, de fora da festa, botaram a boca no trombone contra a música alta. E não querem ver nem pintado o Aqueloo no próximo verão.
Procurado pelo GLOBO, o comando do forte não quis comentar a decisão.
fonte : Jornal o Globo - 0203.2013.

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