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| PARABENS Dep. Domingos Dutra ! |
08/11/2012 19:16
Laycer Tomaz
Índios protestam na Câmara contra PEC e portaria da AGU que modificam demarcações.
Representantes de povos indígenas que participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos nesta quinta-feira (8) exigiram a revogação da Portaria 303/12, da Advocacia-Geral da União (AGU). Suspenso pela Justiça, o texto impõe condições para a demarcação de terras de povos tradicionais.
Pela medida da AGU, as 18 condicionantes adotadas no reconhecimento da aldeia Raposa Serra do Sol deverão ser utilizadas em todos os processos desse tipo. Dentre as limitações impostas consta a autorização para que o governo construa rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e instalações militares dentro das aldeias sem autorização da comunidade. A AGU também veta a ampliação de terras demarcadas.
O representante dos povos do Vale do Javari, Horácio, ressaltou que a previsão de consulta é uma exigência da Constituição brasileira e da Convenção dos Povos Indígenas, da Organização das Nações Unidas (ONU).
Direito à terra
Para os indígenas, se a portaria entrar em vigor, vai representar o fim do direito sobre suas terras. O participante Raimundo Krenyê afirmou que, “se retirarem as terras dos índios, é melhor matar logo e enterrar, porque, sem terra, sem peixe, sem água, o índio não consegue viver”.
Para os indígenas, se a portaria entrar em vigor, vai representar o fim do direito sobre suas terras. O participante Raimundo Krenyê afirmou que, “se retirarem as terras dos índios, é melhor matar logo e enterrar, porque, sem terra, sem peixe, sem água, o índio não consegue viver”.
O representante dos Tibira, Gardel Krepumkatejê, lamentou que a medida seja adotada justamente agora, quando os indígenas começam a se reorganizar. “A gente perdeu nossa cultura, mas está começando a resgatar. Estamos lutando contra essa medida, que chamamos de porcaria”, disse.
Negociações
A presidente em exercício da comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), disse que promoverá encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Brito, relator do processo que trata das condicionantes para demarcação de terras. “Precisamos assegurar posição contrária a essa portaria, que representa uma carta branca para o latifúndio invadir terras indígenas e arrancar a própria vida desses povos”, afirmou.
A presidente em exercício da comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), disse que promoverá encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Brito, relator do processo que trata das condicionantes para demarcação de terras. “Precisamos assegurar posição contrária a essa portaria, que representa uma carta branca para o latifúndio invadir terras indígenas e arrancar a própria vida desses povos”, afirmou.
Gustavo Lima
Audiência da Comissão de Direitos Humanos discutiu critérios de demarcação de reservas.
Mesmo ausente da reunião por problemas de saúde, o presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), enviou um vídeo em que apoia o pedido de revogação do texto. “Nosso governo não pode fortalecer aqueles que substituem a Justiça pela pistola e acham que o boi vale mais que um ser humano”, sustentou.
O coordenador da Frente Parlamentar de Defesa dos Povos Indígenas, deputado Padre Ton (PT-RO), afirmou que “o governo tem que decidir rapidamente de que lado está”.
Os parlamentares vão tentar reuniões com o Ministério da Justiça para tratar da revogação.
Rejeição de PEC
Representantes das comunidades indígenas também pediram a rejeição da Proposta de Emenda à Constituição 215/00, que transfere do Executivo para o Congresso a prerrogativa de reconhecer terras de povos tradicionais. Para Padre Ton, se aprovada a PEC, esses processos vão ficar no Congresso “para sempre”.
Representantes das comunidades indígenas também pediram a rejeição da Proposta de Emenda à Constituição 215/00, que transfere do Executivo para o Congresso a prerrogativa de reconhecer terras de povos tradicionais. Para Padre Ton, se aprovada a PEC, esses processos vão ficar no Congresso “para sempre”.
Domingos Dutra também disse que, com a mudança constitucional, “nunca mais um índio vai ter terra, nem quilombolas terão esperanças de rever suas comunidades”.
Íntegra da proposta:
Reportagem – Maria Neves
Edição – Pierre Triboli
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
Edição – Pierre Triboli
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'




novembro 8th, 2012 às 19:19
novembro 8th, 2012 às 19:41
1. Não será votada e nem apresentada a proposta de pagamento diferenciado pelo número de lotes? Ela foi descartada?
2. Pelos números apresentados a associação teve uma adimplência inferior a 50% no mês de setembro 2012?
Rafael
novembro 8th, 2012 às 20:08
novembro 8th, 2012 às 20:08
1) O pagamento diferenciado foi posto em discussão para ser votado nesta Assembleia. No entanto, surgiram algumas dúvidas quanto ao que o Estatuto permite ou não neste caso. Por isso, achamos melhor retirar esta proposta e tentar incluir e aprovar alteração no Estatuto que deixe claro este ponto, além de adequa-lo em outros pontos a nossa realidade atual. No futuro esta proposta poderá ser considerada novamente.
2) Existem alguns casos em que Associados estão pagando as taxas atuais, mas devem algumas antigas. Por isso, não se pode inferir que o total de pagantes em setembro foi inferior a 50%.
novembro 8th, 2012 às 22:29
Para que haja cobrança diferenciada pelo número de lotes precisamos de uma mudança no Estatuto, o que remete o assunto para outra Assembleia.
Algumas alterações ocorreram e não foram mencionadas nas estatísticas.Vamos pesquisar para lhe responder adequadamente
novembro 9th, 2012 às 9:09
E passa a ser adimplente.Eu nao consigo entender como uma pessoa que esta vendo 50% das pessoas contribuindo para o melhoramento do bairro nao se sentir constrangido de usufruir das benfeitorias patrocinadas por outros ter a consciencia tranquila.
novembro 9th, 2012 às 9:10
E passa a ser adimplente.Eu nao consigo entender como uma pessoa que esta vendo 50% das pessoas contribuindo para o melhoramento do bairro nao se sentir constrangido de usufruir das benfeitorias patrocinadas por outros ter a consciencia tranquila.
Ismael e Ligia
novembro 9th, 2012 às 12:59
O número de contribuintes é variável porque alguns pagam o total logo quando recebem os boletos.Você pode verificar isto nitidamente nos meses de agosto e setembro, meses seguintes à distribuição dos carnês, o que não significa inadimplência.
novembro 9th, 2012 às 13:48
novembro 9th, 2012 às 15:05