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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Marina Silva : As instituições públicas estão acima de interesses partidários e pessoais

Não à repetição


As instituições públicas estão acima de interesses partidários e pessoais. Tal premissa -fundamental para a democracia- tem a concordância absoluta de todos, da sociedade à classe política.
O que explica, então, que o Brasil caia sempre na mesma armadilha? Por que os governos ficam reféns de grupos com baixa representatividade política e social em busca apenas dos dividendos que a máquina pública lhes oferece?
Passam-se décadas, mudam os governantes e isso parece se perpetuar. As práticas reveladas no Ministério dos Transportes e suas autarquias não surpreendem pela novidade, mas, sim, pela repetição. Vemos, mais uma vez, interesses políticos e eleitorais se sobrepondo aos interesses do Estado e da sociedade.
É o atraso na política corroendo e subvertendo instituições pelas quais a sociedade lutou, a duras penas, ao longo de muito tempo.
O TCU, o Ministério Público, a Controladoria-Geral da União e seus congêneres são fruto de longa demanda popular por ética e transparência.
Se não funcionam com rapidez e eficiência, precisam do empurrão de todos. As autoridades públicas precisam ser salvas delas mesmas por meio da transparência, dos mecanismos de controle e da punição real e em tempo razoável.
Vamos aceitar como normal a ideia do “ah, é assim mesmo” ou, pior, de que os governantes nada podem fazer para mudar porque seriam inviabilizados pela sua “base”?
Que certas práticas são tão enraizadas que é melhor deixar como está? Que os recursos podem ser distribuídos pelos caciques políticos, sob ameaças de retaliação contra o interesse coletivo?
A complexidade das relações entre o Executivo e o Legislativo e a necessidade de maioria parlamentar que garanta a governabilidade não legitimam os acertos e negociações fora das luzes da transparência e das leis.
A verdadeira base do governante, a única capaz de intimidar a “base” do atraso, é a sociedade, e ela só fica de mãos atadas quando esquece disso.
Cada vez que a presidente disser “não” aos interesses espúrios, merece apoio do povo e, tenho certeza, o terá de grande parte do próprio Congresso.
As soluções para enfrentar os problemas não são simples, o que não isenta a sociedade de continuar vigilante, pressionando permanentemente os atores públicos a se conduzirem de acordo com os princípios do Estado democrático.
A crise nos Transportes não é mais um caso de corrupção. É emblemática, pode ser aquele momento que permite inflexão definitiva, que dá liga às iniciativas que clamam pela mudança. É só uma das manifestações da longa crise política que temos o dever de enfrentar. Na democracia, não há lugar para a passividade.
* Artigo da ex-senadora Marina Silva publicado originalmente na Folha de S. Paulo em 22 de julho de 2011.

Mansões são construídas em terrenos para assentamento - Terrenos ilegalmente vendidos na BAHIA e MATO GROSSO


fonte : G1 24/07/2011 23h42 - Atualizado em 24/07/2011 23h42

Mansões são construídas em terrenos para assentamento

Terrenos são vendidos irregularmente na Bahia e em Mato Grosso.
Incra diz que está tentando retomar as terras na Justiça.

Em Cumuruxatiba, no sul da Bahia, a água doce e o mar salgado quase se encontram. São quilômetros de praia deserta e coqueiros. Porém, para quem prefere férias no campo, existem boas opções: sítios com piscina e ampla área de lazer em Mato Grosso. O que essas terras têm em comum, além de serem ótimos lugares para curtir a vida? Tudo foi construído em áreas destinadas pelo governo a famílias pobres. São terrenos para assentamentos, pagos com dinheiro público.
Cumuruxatiba é um distrito do município de Prado, que fica a 800 quilômetros de Salvador, onde o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) criou um assentamento há mais de 20 anos.
O primeiro lugar que o repórter  do Fantástico visitou foi um lote, onde vive o fotógrafo inglês Jamie Granger. Ele é filho de um velho astro de Hollywood, Stewart Granger.
A casa fica a poucos passos do mar. Jamie sabe que está em terras destinadas ao assentamento de famílias pobres. “Esse assentamento foi feito 25 anos atrás. Se você fizer uma verificação, a grande maioria das pessoas que foi assentada já vendeu. O Brasil precisa de lugares como esse para pessoas que trabalham duro o ano inteiro, em São Paulo, no Rio, para vir aqui jogar um golfe”, diz.
Para receber um lote em um assentamento, é preciso cumprir vários requisitos previstos em lei, entre eles ganhar até três salários mínimos. Estrangeiros não podem ser beneficiados pelo Incra. No entanto, o fotógrafo inglês disse que comprou de um advogado brasileiro.
“Ele falou que essa é uma área rural que era do Incra, mas que isso não existe mais”, conta Jamie.
A venda de lotes do Incra é proibida. Mesmo assim, em apenas três dias na cidade, a equipe de reportagem do Fantástico descobriu vários à venda.
Seu Olavo estava disposto a negociar. "21 hectares (21 mil m2 ). Eu estava pedindo, há um tempo, 350 conto [350 mil]. Estava quase vendido, não vendeu." Ele revela que, para fechar negócio, é preciso dar dinheiro para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Prado. “Eu mesmo, pelo menos eu vendendo, eu não deixo de dar ao sindicato alguma coisa, não.”
A equipe encontrou José Augusto, presidente do sindicato. Ele confirma que o lote de seu Olavo é mesmo do Incra. “Aqui tem um grande problema. Essas terras são da reforma”, admite.
Questionado sobre possíveis gastos, José Augusto responde "depois, se você puder, não é para mim. É uma ajuda para o sindicato".
Sobre a falta de fiscalização, ele diz que conta com a lerdeza dos órgãos oficiais. “Para o Incra tirar alguém de uma terra, leva tempo”, revela.
A equipe do Fantástico tentou localizar alguém no sítio, que segundo documento do Incra, é posse da ex-modelo internacional Marina Schiano.
O cadeado que tranca o portão de outro sítio é para garantir que ninguém vai mexer em nada que pertence ao empresário Carlos Alberto Pereira dos Santos, conhecido como Carlinhos de Vitória. O empresário tem até acesso a praia particular.
“Ele só vem aí nos feriados dele. Ele não fica aí, não. Quem fica aí é o caseiro dele”, diz um morador.
O Fantástico tentou localizar Carlos Alberto por telefone, mas ele não respondeu aos recados. Questionado sobre quem era o dono de outra propriedade, o morador respondeu que era Lucas Lessa e que ele não ficava na região. "Vem, fica aqui um pouco, aí volta para Porto Seguro." Lucas Lessa é advogado e também não foi encontrado.
Roberval Costa Gomes é um antigo funcionário do Incra, há 18 anos no instituto: “Aqui que chega o empresário, cheio de dinheiro, em uma região toda loteada pelo Incra, com muito dinheiro, R$ 100 mil, R$ 500 mil, R$ 1 milhão, compra o pobre assentado e o desloca para periferia do projeto. 
Toda essa região está sendo objeto da cobiça e da compra com a conivência estranha do Incra. Porque o Incra sabe disso, sabe que esse pessoal não tem perfil de reforma agrária, e está permitindo porque está havendo alguém levando vantagem com isso”, afirma.
“Nós temos grandes empresários aí dentro com lotes, até formação de fazenda, 12 lotes contínuos. Tudo com nome de testas de ferro, irmãos, todos eles cadastrados”, explica Ézio Nonato, da Associação Comunitária.
A trabalhadora rural Teresa Camilo dos Santos aguarda por um lote há muito tempo. “O Incra me cadastrou. Eu estou há 22 anos aqui”, conta.

Arnoud de Freitas é um dos poucos assentados dentro da lei encontrados na região. “Planto amendoim, milho, melancia, mandioca, laranja, coco, 12 vacas de leite. Sobrevivo disso aqui. Ainda vivo feliz de estar nesse pedacinho de terra”, diz.
O que diz o Incra : De acordo com o Incra, foram feitas vistorias nos lotes de Cumuruxatiba em função das denúncias.“Nós vamos à última instância, que é a ação judicial de retomada dessas terras, como é caso da Bahia, que estamos com mais de 30 lotes de reintegração de posse desses lotes ocupados irregularmente e imoralmente”, afirma Celso Lisboa de Lacerda, presidente do Incra.
CASO DE MATO GROSSO : 
O município de Sorriso é um dos mais ricos de Mato Grosso. Fica a 180 quilômetros de Cuiabá e tem o melhor índice de desenvolvimento humano do estado. A cidade cresce e, junto com a riqueza, se multiplicam os sítios destinados ao lazer.
Seria tudo muito bom e estaria tudo muito bem se não fossem terras de assentamento. E, assim como acontece na Bahia, na região há muita gente interessada em vender os lotes.
A certeza da impunidade é tão grande que gera situações peculiares como uma placa de “vende-se” em um terreno. O lote com a placa está no nome de Bernardete Bem Manchio. Ela tem uma boa casa na cidade e quer ganhar dinheiro com a terra, que não pode ser vendida.
A equipe encontrou outro assentado interessado em passar o lote adiante. Ele pede R$ 140 mil pela área e diz que está barato. “Eu quero 10 conto o hectare. Sabe por que eu quero vender? Porque eu quero aproveitar. Sou aposentado, sou viúvo e quero mexer com outras coisas”, diz.
Sena revela que tem esquema com alguém dentro do Incra para acobertar a venda. Um homem com apelido de Brito. Brito é Lionor da Silva Santos, subchefe do Incra regional. Não foi possível encontrá-lo pessoalmente, mas, por telefone, quando o repórter disse que queria comprar o lote do Sena, Brito respondeu: “Eu vou informar aqui no escritório. Por telefone não vou informar nada, não”.
“Chegar nele e falar: ‘Brito, vou vender meu lote’. E passa para o nome dessa pessoa aí. Dá uns troquinhos para ele e acabou. Eu dei para um quando eu comprei, tem um chorinho de R$ 2 mil”, confessa Sena.
Sena sabe que está fazendo a coisa errada. “Não pode vender. Quem pega terra do Incra não pode vender. Vendem porque são teimosos. Aqui já venderam 50 lotes”, diz.
No dia seguinte, Sena revela que já é a segunda vez que faz este tipo de venda. “Esse é o segundo lote que eu tenho. Eu tinha no Ipiranga. Vendi. Não tive problema nenhum. Só que eu peguei aqui no nome da minha filha porque eu não podia pegar mais. No Incra, você pega uma vez, se você vendeu, você não pega mais.”
Gabriel é filho do dono de uma madeireira. O nome dele está na placa de um lote de um assentamento. Ele fala sobre a compra da área e menciona Brito. “Até falei com ele: ‘Brito, o que nós temos que fazer mais?’ Ele falou: ‘Os documentos estão aqui, tem que só esperar os rapazes irem aí’. Fui direto lá. Aqui tem a declaração de desistência do seu Darci”.
O documento que ele entrega é uma carta de desistência. Nele, o assentado diz que não tem mais condições de trabalhar na terra. A área deveria ser destinada a outro agricultor que precisasse trabalhar. Mas acaba indo para o comprador.
José Carlos Suzin, o Carlão, é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ele conta que o segredo para enganar o Incra é colocar um laranja morando na terra para passar pela vistoria. “Se seu funcionário tem perfil agrícola, não tem bens ou não tem terra no nome... o que pode inviabilizar são esses fatores”, lembra.
“O Incra tem mania de botar família de pobre em cima de terra, pobre em cima de terra não produz nada”, argumenta o presidente do sindicato para justificar o comércio ilegal de lotes.
Por denunciar as falcatruas na região, Dinéia Costa sofreu ameaças e teve a casa incendiada. 
Perdeu tudo, menos a vontade de falar. “A intenção é que eu desista do assentamento porque eu sou calo no pé de muitos aqui. Não participo da venda do lote, sou contra a venda do lote e a favor do Incra retomar o lote de quem vendeu e dar para quem está na lista de espera”, diz ela.
A família Miller está na lista de espera. Onde moram, a luz não chegou e as crianças só estudam enquanto dura a vela. Os lotes usados como sítio de lazer são uma afronta para quem espera.
“Quem tem, tem tudo e a gente não tem nada. O que pode, pode tudo, tem que ficar assim, sem água gelada, sem energia, pegar água dos vizinhos. Tem muitos que só têm sítio para ter área de lazer, piscina. E não tem um pé de mandioca plantada, só para festejar mesmo”, afirma Gelci MIller, trabalhadora rural.
Me sinto triste, que tem casa com piscina, carro, fazendeiro. Eu vejo que minha mãe quer, luta e não pode. Rádio, música, televisão. Não tem luz, até computador não pode mexer, não tem luz. Tem que fazer tarefa de manhã cedo. O que mais quero é que minha mãe ganhasse isso daqui. É ruim morar sabendo que pode ser despejado a qualquer hora”, lamenta Patricia Miller.
A vergonha que a menina sente quando correm as lágrimas falta a quem explora o que não é seu. Em um telefonema, um dos posseiros, chamado de Neto Baião, pede R$ 500 mil por um lote.
Na terra que ele quer vender, só vive o caseiro Silas, um homem simples que sabe das coisas. “Brasil é o país de todos, rapaz. Brasil é o país de todos. Brasil, quem tem esse tem tudo na mão.Agora o cara que anda arrastando a barriga no chão, com a mão calejada, não tem vez, rapaz”.
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COMENTARIO SIMILAR fez o SEGURANÇA particular do FALSO CONDOMINIO BUSCA VIDA no LITORAL NORTE DA BAHIA quando barrou a passagem de pescadores que se dirigiam à PRAIA : "NÓS ESTAMOS NUM PAIS ONDE NÃO EXISTE LEI PRA RICO"  saiba mais aqui 


LEIA, DIVULGUE E ASSINE A :
DEFENDA SEUS DIREITOS clique aqui para assinar a petição on-line   Camaçari, Bahia 5 de Fevereiro de 2011 Excelentíssima Senhora Preside...

SOS SAPUCAIA e INSTITUTO GRANDE SERTÃO CLAMAM EM DEFESA DA PRESERVAÇÃO DA SERRA DO MEL contra a sanha dos especuladores imobiliarios

INFORME À POPULAÇÃO BRASILEIRA :


É PRECISO HAVER A UNIÃO NACIONAL DE TODAS AS ENTIDADES DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE, DEFESA DE DIREITOS HUMANOS, DEFESA DO CONSUMIDOR, DEFESA DA ORDEM PUBLICA, DEFESA DA ORDEM JURIDICO-CONSTITUCIONAL e do POVO BRASILEIRO,  para agirem conjuntamente, apoiando-se mutuamente, para impedir que sanha dos especuladores imobiliarios, e outros, acabem por destruir o pouco que resta do MEIO AMBIENTE , da MATA ATLANTICA e das demais ÁREAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL e também destruam, concomitantemente,  a ORDEM URBANISTICA, JURIDICA, POLITICA e SOCIAL.

O MINISTERIO PUBLICO Estadual   já foi notificado pelo INSTITUTO GRANDE SERTÃO sobre o que está ocorrendo em Montes Claros e o Parque estadual da Lapa Grande  veja aqui !
E já foi proposta AÇÃO CIVIL PUBLICA  em 13/07/2011, perante a Justiça Federal de Belo Horizonte, ação civil pública pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal em face do IBAMA, ICMBIO e Estado de Minas Gerais com o objetivo de assegurar a proteção do patrimônio espeleológico brasileiro, que é integrado por grutas e cavernas.

ESPERAMOS QUE AS AUTORIDADES PUBLICAS, o JUDICIARIO e a SOCIEDADE se unam ao MINISTERIO PUBLICO DA UNIÃO em DEFESA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS FUNDAMENTAIS que garantem a LIBERDADE, a DIGNIDADE, a VIDA, a SAUDE , e para garantir a proteção ao MEIO AMBIENTE SADIO para TODOS !


Abaixo-assinado: VAMOS SALVAR A SERRA DA SAPUCAIA! (SERRA DO MEL), Montes Claros – MG

CAMPANHA DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL – SOS SAPUCAIA
Acabar com a Serra significa um crime ambiental. A construção de loteamentos e condomínios no alto da serra irá causar um grande impacto sócioambiental na região e poderá resultar em inundações na parte baixa da cidade. Se você concorda com a idéia, assine e participe dessa tentativa de salvar a Serra.
“Salvar a SERRA DA SAPUCAIA é salvar vidas!”
CARTA DO INSTITUTO GRANDE SERTÃO AO MINISTERIO PUBLICO: 
Ilmo. Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda
O Sr já teve a oportunidade de conhecer Montes Claros e o Parque estadual da lapa Grande. Sabe da luta de ambientalistas e espeleólogos para a criação dessa importante UC. É a preservação do meio ambiente e de nossa história. Porém, a ganância que tanto já afetou a Serra do Curral aí em BH começou a nós rondar ameaçadoramente.
As construtoras Patrimar e Caparaó, velhas clientes do MP, armaram  uma situação aqui na cidade, visando a construção de um mega condomínio em cima da Serra do Mel, também conhecida como Serra do Sapucaia ou Serra do Ibituruna. 
Apesar de todo o nosso empenho, com campanha de "abaixo assinados" com mais de 15 mil adesões, Audiência Pública na Câmara Municipal e outras manifestações, ainda acreditamos que eles não desistiram, pois a prefeitura ainda não voltou atrás, após a edição de uma mudança controversa da Lei de uso e ocupação do Solo, modificada na calada, sem a participação da sociedade como prevê a lei. 
A expansão da área urbana em direção à serra, zona de amortecimento imediata do Parque da Lapa Grande, além de ser Zona Cárstica, Mata Seca, e ser o monumento natural de maior apelo histórico e sentimental da cidade. Na párea de aproximadamente 248 hectares, existem cavidades e sítios arqueológicos.Estamos contanto com o apoio do Ministério Público local, através da Dra. Aluísia Beraldo e Dr. José Aparecido, e também da Dra. Ana Eloísa, da Promotoria do São Francisco (o Dr. paulo César Vicente de Lima - que está aí em BH já recebeu o material). 
Esperamos poder contar com mais esse importante apoio de V.Sa.
Um grande abraço dos espeleólogos e ambientalistas de Montes Claros.
Parabéns pelo trabalho.
Eduardo Gomes - Instituto Grande Sertão - IGS 
“Não precisamos apenas de um mundo melhor para nossos filhos, mas sim, de filhos melhores para o nosso mundo!”
A campanha SOS SAPUCAIA, em defesa da preservação da Serra do Mel (Serra do Sapucaia ou Ibituruna, como também é conhecida), teve início após a confirmação de que grandes empresas
pretendiam construir condomínios em uma grande área em cima da Serra, nos limites imediatos com o Parque Estadual da Lapa Grande. ( Projeto PARQUE)
A unica informação disponivel na internet sobre o PROJETO PARQUE afirma que será área "residencial de baixissima taxa de ocupação" - cliquem na imagem para ampliar
fonte : PROJETO PARQUE - acessado em 25.07.2011

Esse projeto acabou sendo beneficiado pela Prefeitura Municipal que em duas ocasiões, encaminhou propostas de mudanças significativas
da Lei de Uso e Ocupação do Solo, que incluiu, além de alterações
na urbanização da cidade, a ampliação do perímetro urbano.
No caso da Serra do Mel, o perímetro foi ampliado englobando exatamente a área de interesse das empresas. 

O mais grave é que em nenhum momento essa decisão, endossada pela Câmara
Municipal por unanimidade em duas ocasiões (23/12/09-Véspera de Natal) e 12/07/10 (um dia após a final da Copa do Mundo), teve a
participação democrática da população em seus diversos segmentos, além de ignorar normas e recomendações legais, contrariando
várias leis como:
Ÿ Estatuto das Cidades - Lei Fed. Nº 10.257 de 10 de 2001;
Ÿ Lei do SNUC - Lei Fed. Nº 9985 de 2000;
Ÿ Plano Diretor de Montes Claros - Lei nº 2921 de 27/08/2001;
Portanto, cada cidadão, incluindo os políticos e empresários devem ter consciência de que o progresso não pode ser buscado a qualquer custo. A sustentabilidade deve estar amparada no equilíbrio entre a viabilidade econômica, a preservação ambiental e a justiça social.
Durante a audiência pública realizada no último dia 30/06/11 na Câmara Municipal, as irregularidades da Lei aprovada foram mostradas com clareza. Os depoimentos de representantes de órgãos e instituições, entre os quais, o Ministério Público, o IEF, o IBAMA, CREA, AREA, IAB, ACI, OAB, Codema e Seplam reforçaram os questionamentos do
SOS SAPUCAIA através da apresentação feita pela Organização Vida- OVIVE e Instituto Grande Sertão-IGS. Numa atitude democrática e de bom senso, todos os vereadores se manifestaram e assinaram em favor da nossa campanha.
NOSSA LUTA CONTINUA. Com o apoio de mais de 15 mil assinaturas reivindicamos a alteração da lei, com o retorno do perímetro urbano
ao limite anterior na encosta da Serra, além de medidas concretas de preservação, que incluem o Tombamento como Patrimônio Histórico e Natural e a criação de uma APA-Área de Preservação Ambiental, medidas estas referendadas pelo CODEMA e apresentadas ao prefeito municipal.
Montes Claros, 08 de julho de 2011.
 
O abraço simbólico da população na Serra em
frente do Parque da Sapucaia durante a missa campal.


Abaixo-assinado: VAMOS SALVAR A SERRA DA SAPUCAIA! (SERRA DO MEL), Montes Claros – MG

CAMPANHA DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL – SOS SAPUCAIA
Acabar com a Serra significa um crime ambiental. A construção de loteamentos e condomínios no alto da serra irá causar um grande impacto sócioambiental na região e poderá resultar em inundações na parte baixa da cidade. Se você concorda com a idéia, assine e participe dessa tentativa de salvar a Serra.
“Salvar a SERRA DA SAPUCAIA é salvar vidas!”

2 comentários:


Comunicação Projeto Parque disse...
Estimado responsável pelo blog, Diante das colocações feitas neste post, é importante ficar claro para a população de Montes Claros, sobretudo para os seus leitores, que: Não fomos beneficiados com qualquer lei municipal de Montes Claros. As empresas Construtora Caparó e Patrimar Engenharia estão no mercado há 54 e 49 anos, respectivamente, e sempre se pautaram pela lisura e pela postura ética em toda a sua trajetória, sempre empreendendo com qualidade e responsabilidade. Quando adquirimos uma área de 4,8 milhões de metros quadrados, localizada após a Serra do Mel, o fizemos em condições totalmente legais, vez que a área já estava devidamente incluída no perímetro urbano da cidade. Desconhecemos e refutamos qualquer articulação em contrário. Reafirmamos que, enquanto o novo perímetro urbano de Montes Claros, definido pela nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, é de 135 milhões de metros quadrados, a área que adquirimos tem apenas 4,8 milhões, ou seja, pouco mais de 3%. Montes Claros, segundo as previsões do IBGE, terá 1 milhão de habitantes na próxima década. É uma cidade que não pára de crescer e se desenvolver. Deve crescer e se desenvolver, é verdade, de maneira sustentável. E é isso o que queremos. O nosso empreendimento depois da Serra do Mel promoverá o resgate ambiental daquela área, atualmente toda ocupada por fazendas de gado e trilhas sem manutenção, bem como impedir que a mesma seja alvo de ocupação irregular, indevida e desorganizada, como vemos em muitas regiões da própria Montes Claros e de outras cidades em franco desenvolvimento. Reiteramos que estamos abertos ao diálogo e prontos para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Tudo o que fizermos e propormos será dentro da Lei, do justo e do possível, respeitando o meio ambiente e, principalmente, a comunidade de Montes Claros. Muito obrigado! ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO CONSTRUTORA CAPARAÓ E PATRIMAR ENGENHARIA PROJETO PARQUE MONTES CLAROS
DEFENDA SEUS DIREITOS AQUI disse...
Lembramos à Construtora Caparaó e Patrimar Engenharia que este "modelo" de ocupação de áreas de RESERVA AMBIENTAL a pretexto de "melhor qualidade de vida" para uns poucos, descamba, sempre, na destruição do meio ambiente, na discriminação social, na exploração financeira de muitos, em beneficio de alguns poucos, e que NÃO é de INTERESSE COLETIVO do POVO BRASILEIRO ! Haja vista o que estão fazendo os falsos condominios em centenas de milhares de municipios brasileiros, onde o custo do lazer de alguns é a casa propria, a dignidade e a liberdade de muitos outros. É preciso levar em consideração que os PARQUES ECOLOGICOS são VITAIS para a manutenção da VIDA de todas as pessoas, e que "condominios de lotes, com áreas de lazer exclusivas englobando áreas de preservação ambiental permanente" , é sobejamente conhecido, e que os politicos NÃO SÃO DONOS e nem PROPRIETARIOS dos BENS publicos de uso comum do POVO, e que a criação de FALSOS CONDOMINIOS DE LOTES está "re-inventando" , com outra roupagem, as CIDADES MEDIEVAIS, os CASTELOS e seus parques privativos, EXCLUINDO o POVO extra-muros, e EXPLORANDO o POVO intra-muros, e criando, na pratica, áreas de EXCLUSÃO Social e JURIDICA, onde vigora a "lei" do "mais forte" , com TOTAL desrespeito à Constituição Federal e às normas e leis federais COGENTES que regulam as relações sociais visando manter a ORDEM e do ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO no Brasil . A mera divulgação de "condominios de lotes", incluindo áreas de preservação ambiental", a serem administradas por uma "associação de moradores", com clausula de adesão obrigatória no contrato de compra e venda já constitui motivo para investigação pelo MINISTERIO PUBLICO da UNIÃO, para defesa do meio ambiente, dos consumidores e da ordem juridico-constitucional, tal como já tem ocorrido em outros estados da federação. Porque voces não publicam na internet o projeto do PARQUE MONTES CLAROS na integra? Põem o memorial na internet, e também a minuta dos contratos de compra e venda , as regras , os estatutos, e tudo o mais? Assim ficaria mais facil entender exatamente o que está sendo proposto, e como está sendo levado a efeito. O ESTADO deve zelar pelo PATRIMONIO PUBLICO, e não se esqueçam, senhores, que o ESTADO é constituido e autorizado por todos nós : os cidadãos brasileiros !