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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ELEVADO DO JOA CORRE RISCO DE DESABAR, E NINGUÉM FAZ NADA ?????

"basta que apenas um desses dentes se rompa para que ocorra um sério acidente no elevado do Joá , Eduardo de Miranda Batista, professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe/UFRJ.


A Constituição Federal determina que a proteção à vida e à saúde, é direito de todos e dever do Estado , MAS  o elevado do Joá corre risco de desabamento , a qualquer momento, TEM QUE SER RECONSTRUÍDO afirma ENGENHEIRO DA COPPE, e ninguém faz NADA ????


Numa sociedade em que se exerce democracia plena, compete ao Estado garantir a proteção dos direitos   públicos, coletivos e individuais e assegurar o pleno exercício da cidadania, zelando pela segurança de pessoas e bens na totalidade do território brasileiro, a defesa dos interesses nacionais, o respeito pelas leis e a manutenção da paz e ordem pública.

Com a Constituição de 1988, o direito à saúde foi elevado à categoria de direito subjetivo público, num reconhecimento de que o sujeito é detentor do direito e o Estado o seu devedor, além, é obvio, de uma responsabilidade própria do sujeito que também deve cuidar de sua própria saúde e contribuir para a saúde coletiva . Hoje, compete ao Estado garantir a saúde do cidadão e da coletividade. 

Diante do conceito trazido pela Constituição de que “saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, abandonou-se um sistema que apenas considerava a saúde pública como dever do Estado no sentido de coibir ou evitar a propagação de doenças que colocavam em risco a saúde da coletividade e assumiu-se que o dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais, além da prestação de serviços públicos de promoção, prevenção e recuperação. 

Esse novo conceito de saúde considera as suas determinantes e condicionantes (alimentação, moradia, saneamento, meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte etc.).

Obviamente, um viaduto ameaçado de desabamento, e por onde trafegam mais de 250.000 veículos diariamente é um RISCO REAL à vida e à saúde de todos que por ali passam, e também para suas famílias e empresas .

Esta tragedia, em muito menor proporção , já aconteceu no Rio de Janeiro, na década de 70, quando um "teste de carga" do viaduto Paulo de Frontim ,  feito durante horário de trafego intenso sob o viaduto, matou muita gente !


Relembramos aqui os 40 anos do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro no dia 20 de novembro de 1971, quando 120 metros do viaduto ainda em construção desabaram sobre 1 ônibus, 1 caminhão e 20 carros, causando 26 mortes e dezenas de feridos. 

ISTO NÃO PODE ACONTECER DE NOVO !!!!!
Uma das coberturas de destaque do jornal da Globo de 1971 foi a do desabamento do elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, no dia 20 de novembro.
Vinte mil toneladas de concreto caíram de três vãos do elevado sobre 48 pessoas, 20 carros, um ônibus e um caminhão que estavam parados num sinal de trânsito. 

Se um dos grampos de suporte se romper, e parte do viaduto do JOÁ desabar, não vai ser com "explicação" , desculpismo, e nem com pieguismo, ou com dinheiro que se irá devolver à vida aqueles que foram esmagados, despedaçados, famílias destruídas !

ONDE ESTÃO o GOVERNO e MINISTÉRIO PUBLICO DO RIO DE JANEIRO ? 



Elevado do Joá, no Rio, está em situação perigosa e não se toma nenhuma providência efetiva

Fonte : Tribuna da Imprensa 

domingo, 24 de fevereiro de 2013 | 12:26
José Carlos Werneck
Pelo Elevado do Joá, em São Conrado, um dos locais mais aprazíveis do Rio de Janeiro, passam diariamente mais de 250 mil veículos.  Há cerca de seis anos foi mostrada a situação da deteriorização de sua estrutura e operários passando uma massa de cimento com um pincel nos buracos onde já apareciam os ferros da estrutura em adiantado estado de deteriorização.
A situação continua praticamente a mesma e o elevado corre o sério risco de desabar a qualquer momento e repetir-se a tragédia ocorrida, há anos, com o Elevado Paulo de Frontin.
Todas as medidas que a Prefeitura do Rio está tomando, no endender de especialistas em estruturas dessa magnitude, como é o caso do Elevado do Joá, são meramente paliativas e não resolverão o problema de forma definitiva. Segundo eles é “dinheiro jogado fora”.
A estrutura de ferro da construção já está exposta à maresia e às intempéries. A única solução correta para o problema é implodir o elevado e construir um novo.
IRRESPONSABILIDADE
Não tomar nenhuma providência imediata nesse sentido é enterrar vivos todos os que lá estejam, se o elevado vier a desabar, o que é um risco real de acontecer.
Segundo relatório sobre situação estrutural do Elevado do Joá, a prefeitura contratou a Coppe (UFRJ) para fazer um diagnóstico completo sobre as condições em que se encontra a construção. Mas nem precisava. Qualquer engenheiro que verificar o estado dos pilares da construção constatará o precário estado em que se encontram.
Será que as autoridades responsáveis estão esperando ocorrer uma tragédia anunciada, para depois lamentarem a morte de pessoas inocentes?
Se o governo não tomar uma providência adequada,  será tarde demais,  sem contar o caos para o trânsito, pouco tempo antes dos grandes eventos programados para o Rio de Janeiro.
CONFIRAM :
Estudo da Coppe recomenda a reconstrução do Elevado do JOÁ
Elevado vista aerea






Um estudo sobre a segurança estrutural do Viaduto das Bandeiras (Elevado do Joá) realizado pela Coppe/UFRJ, ao longo de 2012, aponta a necessidade de reconstrução imediata do elevado, principal via de ligação entre a região da Barra da Tijuca e a zona sul do Rio de Janeiro. 
Os principais pontos do estudo, que foi encomendado à Coppe pela Secretaria Municipal de Obras e Conservação (SMO), serão apresentados nesta terça-feira, 4 de dezembro, na palestra “Integridade e segurança estrutural do Viaduto do Joá”, a ser proferida pelo coordenador do projeto, o professor Eduardo de Miranda Batista, do Programa de Engenharia Civil da Coppe. Promovido pela Associação Brasileira de Pontes e Estruturas (ABPE), pelo Clube de Engenharia e pela Coppe, o evento ocorrerá, a partir das 17h30, no auditório do Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco, 124, 22º andar, no Centro do Rio.
A principal recomendação do estudo é a substituição de todos os tabuleiros do viaduto, que conta com 33 tabuleiros superiores e outros 33 inferiores. 
O elevado é formado por uma mesoestrutura, composta dos pórticos de apoio (pilares e arcos); por uma superestrutura, composta dos tabuleiros inferior e superior (formados pelas vigas, lajes e transversinas); e conta ainda com os chamados dentes Gerber, nome dado aos dentes de apoio das vigas sobre os pórticos da mesoestrutura.
Ilustracao Dentes Gerber
Os dentes Gerber são os quatro elementos, à esquerda da figura superior, que apoiam os tabuleiros (acima) nos pórticos (esquerda)
Segundo o relatório da Coppe, o processo de corrosão do elevado – uma espécie de “doença crônica” da via – é generalizado e atinge grande parte dos elementos que formam o viaduto, sendo essa a razão de sucessivas intervenções e obras de reparo e reforço do elevando ao longo das últimas décadas. Os resultados do estudo foram enviados pela Coppe, por meio da Fundação Coppetec, em dois laudos à SMO. O primeiro, em agosto passado, e o segundo, no último dia 26 de novembro.
O estudo minucioso das condições do Elevado do Joá, encomendado pela Prefeitura do Rio em 2009, começou a ser elaborado em 2010 por uma equipe de professores e pesquisadores da Coppe, sob a coordenação do professor Eduardo Batista. 
A Coppe entregou o relatório à Secretaria de Obras da Prefeitura em agosto de 2012 e, em novembro, enviou um aditivo ressaltando especificamente os problemas constatados nos dentes Gerber, sobre os quais se apoiam as pistas e vigas de sustentação do viaduto.
Estado do viaduto pode ser ainda mais grave do que foi possível avaliar
Para chegar à conclusão de que o melhor a ser feito é reconstruir o elevado, os pesquisadores da Coppe levaram em conta o sério estado de deterioração dos dentes Gerber, que apoiam as vigas na mesoestrutura. O estudo constatou que 10% das regiões inspecionadas dos cerca de 500 dentes Gerber que suportam os tabuleiros superior e inferior do viaduto apresentam grave estado de degradação estrutural.
No entanto, a situação pode ser ainda mais grave, pois esse percentual de 10% é relativo apenas a 840 das cerca de 2 mil faces desses dentes distribuídos ao longo do viaduto que puderam ser inspecionadas. 
O estado das outras 1176 faces (frontais e inferiores) não inspecionadas pela impossibilidade de acesso, pode ser igual ou pior ao das faces avaliadas (laterais). Devido à posição que ocupam, as faces frontais e inferiores dos dentes Gerber são as mais afetadas pela água da chuva e pelo material que cai sobre as pistas e é carregado pela água em direção às juntas de dilatação do elevado.
Dente Gerber fraturado
Fratura encontrada na face de um dos dentes de apoio do Elevado do Joá ao longo do estudo
As faces frontais e inferiores dos dentes de apoio permanecem sem possibilidade de visualização, em virtude da geometria da estrutura que impede o acesso a essas regiões, tanto para inspeção como para eventuais obras de reparo e reforço estrutural. Segundo Eduardo Batista, essas regiões dos dentes Gerber, sem condições de acesso, não poderão ser investigadas e permanecerão com diagnóstico de degradação estrutural indeterminado.
“O avanço da corrosão compromete a segurança do viaduto e exige serviços de reparo a serem executados com a maior urgência. Para se ter uma ideia, basta que apenas um desses dentes se rompa para que ocorra um sério acidente no elevado”, afirma o professor da Coppe.
O estudo aponta que as causas da degradação são duas e se somam: a corrosão, que se propaga de forma generalizada pelo viaduto, e a deterioração dos aparelhos de apoio em neoprene fretado, que permite o contato direto entre a base das vigas e o berço de apoio dos pilares. Essas duas ocorrências se somam e aceleram o processo de degradação dos dentes de apoio.
Substituição da superestrutura garantirá ao viaduto vida útil mínima de mais 50 anos
De acordo com Eduardo Batista, após análise das condições de segurança em meio ao processo de degradação por corrosão que progride no viaduto e, em especial, diante das incertezas sobre as reais condições de segurança dos dentes Gerber, a solução definitiva deve considerar a demolição dos tabuleiros superiores e inferiores e sua substituição por novas estruturas. 
Esclarece ainda que o processo de demolição deve ser projetado como uma desmontagem e remoção desses tabuleiros.
Ilustração tabuleiros
A ilustração mostra os tabuleiros superior e inferior fixados nos pórticos
“A substituição da superestrutura do viaduto deverá garantir uma vida útil mínima de 50 anos ao Elevado do Joá. A troca dos tabuleiros eliminaria a sequência de intervenções custosas que vêm sendo realizadas, exigindo apenas manutenções regulares, usuais em todos os tipos de estruturas desse porte. Nosso entendimento é que as estruturas dos tabuleiros superior e inferior do viaduto estão em condição de risco estrutural potencial”, adverte o professor da Coppe. Isso, no entanto, assegura o professor, “não significa a necessidade de interdição imediata do viaduto, sendo ainda possível tomar as medidas de intervenção que resolvam de forma definitiva os problemas identificados”.
Eduardo Batista adverte que a recuperação parcial dos dentes pode adiar a ocorrência de acidente, mas a durabilidade e a eficiência dessas intervenções não podem ser garantidas de forma segura. 
“Não há meios de garantir o tempo necessário para que as falhas estruturais observadas e, em especial, as não observáveis se transformem em risco iminente de colapso e acidente de graves consequências. 
Por isso, recomendamos a reconstrução do Elevado do Joá no relatório que entregamos à Secretaria de Obras da prefeitura do Rio de Janeiro”, atesta o professor.
Downloads das imagens da matéria.





  • Viaduto do Joá.
  • Os dentes Gerber.
  • Fratura encontrada na face.
  • Ilustração mostra os tabuleiros.
  • [04/12/2012]
    fonte : PLANETA COPPE
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