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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Adesão ao ato contra corrupção organizado por internautas cresce quase 400% em um

Escândalos em série

Adesão ao ato contra corrupção organizado por internautas cresce quase 400% em um dia

Publicada em 19/08/2011 às 16h41m
Bruno Góes (bruno.goes@infoglobo.com.br) e Emanuel Alencar (emanuel.alencar@oglobo.com.br)
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Movimento 'Contra a Corrupção' fará ato na Cinelândia. Foto: Reprodução/Facebook
RIO - O ato contra a corrupção que será realizado na Cinelândia , no dia 20 de setembro, ganhou mais adeptos no Facebook, nesta sexta-feira. Na esteira da série de escândalos que já derrubou o quarto ministro do governo Dilma em dois meses e meio, um grupo de cariocas está usando a internet para organizar uma manifestação. Se na quinta o número de pessoas que confirmaram presença no Centro do Rio era de aproximadamente 400 pessoas, hoje já chega a mais 1.500 - um crescimento de quase 400%. Voluntários de outros estados já pensam em acompanhar a iniciativa e realizar protestos no mesmo dia.
Uma das idealizadoras do "Todos Juntos Contra a Corrupção" , Cristine Maza, diretora de uma empresa de cenografia, conta que a expectativa é de crescimento:
- É certo que o movimento vai crescer muito mais. Já tem até gente de outros estados entrando em contato com a gente para marcar o protesto no mesmo dia e horário - disse ela, que terá uma reunião nesta sexta à noite para conversar sobre o crescimento do movimeto: - Já está virando uma onda, muitas pessoas cansadas, e gente, por exemplo, de Belo Horizonte, São Paulo e Brasília já entraram em contato
Cristiane Maza disse que em breve lançará um site sobre o movimento para reforçar a divulgação do protesto. Ela lembra que o ato não é partidário e que a ideia surgiu com amigos.
- A gente discutia na rede o porquê de não existir um movimento organizado contra a corrupção e a impunidade. Amigos embarcaram na ideia, as pessoas começaram a espalhar, virou uma loucura - conta Cris.
A gente discutia na rede o porquê de não existir um movimento organizado contra a corrupção e a impunidade
- Queríamos evitar batuque e oba-oba, por isso não escolhemos a orla para a manifestação. O movimento é completamente apartidário. Vamos disponibilizar o logotipo do grupo para que os interessados possam chupar da internet e façam seus cartazes e camisetas. Todo o dinheiro investido sairá de nossos bolsos.
Ainda de acordo com a empresária, o grupo chama a atenção pela diversidade.
- São jovens, adultos, de diversas ocupações. Não dá para identificar um perfil de quem está aderindo ao movimento. Mas é claro que queremos participação maciça de jovens. Eles são a base dessa mudança. Eles precisam achar que não é bacana se corromper, que não é bacana a "lei de Gérson", que o bacana é ser honesto.
Presidente da ABI considera fundamental que movimento ganhe as ruas para conquistar legitimidade
Um dos entusiastas da frente lançada no Senado, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, disse ser fundamental que o movimento ganhe as ruas para conquistar legitimidade.
- Os que defendem interesses escusos estão encastelados. Não é fácil vencê-los. Para que a frente tenha êxito, é fundamental o apoio da população, como aconteceu no caso da Lei da Ficha Limpa. O Congresso teve que recuar e aprovar a lei depois da mobilização das ruas.
O presidente da ABI afirmou estar otimista com o movimento, que, segundo avaliou, caminhará paralelamente à CPI da Corrupção - "nosso grupo não tem o componente político-partidário da CPI". Lembrou o papel histórico da entidade:
- A ABI teve papel fundamental no processo de impeachment de Collor.
Mais informações sobre o movimento podem ser solicitadas pelo e-mail crismazarj@gmail.com


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/19/adesao-ao-ato-contra-corrupcao-organizado-por-internautas-cresce-quase-400-em-um-dia-925164552.asp#ixzz1VubfRMbl 
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Um comentário:

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Li outro dia uma entrevista feita com o juiz nova-iorquino que condenou a 150 anos de prisão o golpista-milionário Bernard Madoff. A matéria comentava ainda um pedido do advogado de Madoff para que o magistrado reduzisse o tempo de prisão para 15 anos, já que, decorrido esse prazo, a expectativa de vida de seu cliente seria muito baixa e “não era humano” impedir que seus últimos dias na Terra devessem ser passados na reclusão.

O magistrado revelou que em nenhum momento hesitou ao rejeitar aquele pleito para manter o século e meio a que antes chegara. E disse o que me pareceu seja o que menos pensam os nossos julgadores locais quando decidem, em particular crimes: mais do que aplicar a lei, sua sentença era uma mensagem para a sociedade, no sentido de que um ato como o de Madoff merecia uma punição (isso mesmo, essa foi exatamente a palavra usada pelo entrevistado) exemplar, capaz de ser lida por delinquentes ou cumpridores da lei, no sentido de que esta vale mesmo, para todos, e é dura.