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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Prof. MASSOTE DENUNCIA IMPROVISAÇÃO, BUROCRATIZAÇÃO E CONCILIAÇÃO POLITICA A FAVOR DOS FALSOS CONDOMÍNIOS


SEMINARIO “NOVA LIMA PENSA O SEU FUTURO”: IMPROVISAÇÃO, BUROCRATIZAÇÃO E CONCILIAÇÃO POLITICA A FAVOR DOS FALSOS CONDOMÍNIOS, Fernando Massote


Queriam, como já me pré-anunciara a arquiteta a que me referi acima, impedir por todos os meios, que eu tomasse a palavra e defendesse a luta contra os falsos condomínios, como, afinal, foi feito." Prof. Massote 


Estive presente, no sábado, dia 30 de abril, em Nova Lima, no Seminário NOVA LIMA PENSA O SEU FUTURO,  que se realizou no Teatro Municipal de Nova Lima. Sem ter sido contatado nem chamado previamente para discussão alguma pelos organizadores, fui mais pela insistência de alguns amigos  que também não sabiam ”granchè” (grande coisa) sobre o fato, além do que pretendia dizer o  título. 

Notei que a boa  vontade ou “desejos pios” dos promotores-organizadores e auxiliares  do evento predominou sobre a arte e o trabalho organizativo sistemático e orgânico – político, sobretudo – na implementação da iniciativa.  Em primeiro lugar a temática, muito extensa, contemplada no programa, abarcando o zoneamento ambiental, as relações sociais, o desenvovimento econômico, social e político do município, a presença do movimento popular, etc. – não caberia no tempo disponível do dia, das 9hs. da manhã às 18 hs.,  sem uma forçada centralização e burocratização, com graves repercuções políticas,  no desenvolvimento do evento. O temário foi portanto concebido e elaborado  sem a devida e mínima contextualização política que estava implicada na sua programação.  Havia, ainda,  por detrás de sua arquitetura muito “técnica”, escondida, - da forma mais ingênua à mais ardilosa – uma hegemonia política em favor dos  falsos condomínios.  Outra questão tratada sem a devida perícia dos especialistas em relações sociais e políticas foi a do relacionamento  político mais geral com a sociedade e de especial modo com o poder municipal (Prefeitura e Câmara Municipal).

 Houve, então, em vista disso, atropelos de toda ordem  que pesaram sobre a iniciativa  do Seminário e o seu desenvolvimento. A impressão que dá a quem analisa o caso, mesmo sem o conhecimento “interno” mais apurado da questão, como já disse acima ser o que me acontece, é que  a improvisação predominou sobre a reflexão,  deixando a descoberto importantes  “buracos negros” que devem ser apontados e refletidos pelos responsáveis mais sérios de futuras iniciativas. E estes “buracos negros” não se devem à simples descuidos ou inexperiência, sem implicações mais sérias. Eles são, sobretudo, o resultado de conscientes opções políticas  que não querem se confessar e que precisam ser desmascaradas.
 A iniciativa, promovida por associações e Ongs  (sociedade civil) excluiu,  na prática, uma necessária articulação com o poder político Municipal (Prefeitura e Câmara Municipal). O prefeito, ao que parece, nem convidado foi e esteve presente, assentando-se  da forma mais avulsa, no plenário, por motu proprio,  a partir já quase do final da primeira mesa de exposição temática. 


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